Honolulu Star Bulletin - Após vitória sem brilho, Argentina liga sinal de alerta a menos de 80 dias da Copa

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Após vitória sem brilho, Argentina liga sinal de alerta a menos de 80 dias da Copa
Após vitória sem brilho, Argentina liga sinal de alerta a menos de 80 dias da Copa / foto: ALEJANDRO PAGNI - AFP

Após vitória sem brilho, Argentina liga sinal de alerta a menos de 80 dias da Copa

A Argentina soou um alarme inesperado a menos de 80 dias do início da defesa de seu título na Copa do Mundo de 2026. Após uma vitória pouco convincente por 2 a 1 sobre uma frágil seleção da Mauritânia, na sexta-feira, em Buenos Aires, vozes dentro do elenco da 'Albiceleste' clamam por uma melhora imediata no desempenho.

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A distância entre a equipe de Lionel Messi que começou no banco de reservas no amistoso disputado em La Bombonera, o icônico estádio do Boca Juniors, e a Mauritânia é abissal. Não apenas em termos históricos, mas também quanto à posição atual no ranking: os argentinos ocupam o terceiro lugar no ranking da Fifa, enquanto os mauritanos figuram na 115ª posição.

No entanto, essas disparidades diminuíram consideravelmente em um amistoso no qual os atuais campeões mundiais atuaram muito abaixo das expectativas contra um adversário limitado, embora aguerrido, que celebrou a derrota pelo placar apertado.

O amistoso de preparação alimentou preocupações quanto à forma atual da seleção liderada por Messi e companhia, que não enfrenta nenhuma grande equipe europeia desde que se sagrou campeã na Copa do Catar de 2022.

O próximo adversário, na terça-feira, na Bombonera, será a Zâmbia (91ª colocada no ranking), mais uma seleção que não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo na América do Norte.

"Bem apático, para ser sincero. Foi um dos piores amistosos que já fizemos. Faltou muita intensidade, faltou fluidez no nosso jogo e faltou velocidade. É algo que precisa ser analisado. Quando vestimos a camisa da seleção, temos que render muito melhor", disse o goleiro Emiliano 'Dibu' Martínez após o confronto com a Mauritânia.

- Scaloni vê o momento como uma lição -

Dibu despontou como um destaque inesperado, realizando diversas defesas em uma partida na qual a equipe africana finalizou mais vezes contra o seu gol do que a 'Albiceleste' contra a meta adversária (onze finalizações contra sete).

"Eles nos ameaçaram com muita frequência. Mas conseguimos a vitória. Também não sabíamos muito sobre o nosso adversário, e eles jogaram como se suas vidas dependessem disso. Precisamos mostrar um pouco mais de garra. Se tivéssemos jogado dessa forma [contra a Espanha, na Finalíssima], teríamos perdido", acrescentou o goleiro do Aston Villa.

Durante esta Data Fifa, a última antes de as seleções convocarem seus elencos para a Copa do Mundo, a Argentina tinha agendado um confronto com a Espanha na Finalíssima, em Doha. No entanto, o conflito no Oriente Médio inviabilizou esses planos.

"A partida não foi boa, essa é a verdade. A equipe não teve um bom desempenho, isso preciso ser dito. Mas é bom que isso esteja acontecendo agora. São aspectos nos quais precisamos trabalhar e corrigir. Podemos jogar muito melhor. Não existem adversários fáceis hoje em dia, mas o que aconteceu aqui nos serve de lição. Não acredito que a equipe tenha se acomodado", disse o técnico Lionel Scaloni.

O treinador encarou a partida contra a Mauritânia com a intenção de testar jogadores visando a Copa do Mundo, incluindo o meio-campista Nico Paz, que marcou o segundo gol com uma bela cobrança de falta, assim como o zagueiro Marco Senesi. Ele também deu minutos de jogo ao meia-atacante Franco Mastantuono e aos laterais Agustín Giay e Gabriel Rojas.

"Demos uma chance aos jovens, e pudemos ver que eles deram sua contribuição. No entanto, quando uma partida se complica, tudo fica mais difícil. Mas agora, à medida que nos aproximamos da Copa do Mundo, é exatamente o momento em que precisamos avaliá-los", acrescentou Scaloni.

- Último jogo de Messi na Argentina? -

O técnico afirmou que "não devemos buscar desculpas", mas também deu a entender que o elenco pode ter sido afetado pela gravíssima lesão sofrida pelo atacante Joaquín Panichelli.

O artilheiro do campeonato francês, que atua pelo Strasbourg, rompeu o ligamento cruzado do joelho direito durante o treino de quinta-feira, o que significa que ficará fora da Copa do Mundo.

"O que aconteceu com o Joaquín nos afetou, pois víamos que ele estava treinando incrivelmente bem. Os jogadores podem entrar em campo preocupados, mas nisso eu não posso intervir", explicou.

A noite apática incluiu até mesmo Messi, que após entrar em campo, mostrou apenas alguns lampejos de sua genialidade, e foi embora com sinais visíveis de frustração e preocupação com seu desempenho discreto.

Embora sua participação na Copa do Mundo seja amplamente dada como certa, o camisa 10 de 38 anos ainda não confirmou oficialmente sua presença no torneio, no qual seu país divide o Grupo J com Argélia, Áustria e Jordânia.

Por enquanto, a partida de terça-feira pode muito bem marcar o último jogo de sua carreira vestindo a camisa albiceleste em solo argentino.

"Estes amistosos servem para testes. Eles nos ajudam a tirar muitas conclusões que, hoje, não são positivas porque todos viram como a equipe jogou", disse Scaloni.

A.Ikaika--HStB