Candidato de esquerda assume o 2º lugar na apuração das eleições presidenciais do Peru
O candidato da esquerda radical Roberto Sánchez assumiu, nesta quarta-feira (15), o segundo lugar na apuração parcial de votos das eleições presidenciais no Peru, o que o deixa como possível adversário da candidata de direita Keiko Fujimori no segundo turno.
Com mais de 89% das urnas apuradas, Sánchez superou, por uma margem muito estreita, o ultraconservador Rafael López Aliaga, em uma contagem de votos que segue indefinida.
Sánchez, psicólogo de 57 anos e herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo (2021-2022), registrou seu maior avanço na terça-feira na apuração realizada pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe).
Os votos de fora de Lima, a capital do país, demoram mais para serem processados. O eleitorado mais fiel do candidato está no sul andino e nas zonas rurais.
"Vamos com tranquilidade, com serenidade, estamos confiantes no respaldo do nosso povo (...) porque as atas não mentem", declarou Sánchez em entrevista à AFP na terça-feira. "Estas eleições têm que ser respeitadas", acrescentou.
Projeções publicadas na segunda-feira pela empresa de consultoria Ipsos já o apontavam com mais chances de chegar ao segundo turno.
As eleições presidenciais foram afetadas no domingo por problemas na distribuição de cédulas de votação e urnas, o que provocou atrasos na abertura de dezenas de centros de votação em Lima.
Quase 50.000 pessoas não conseguiram votar no domingo, o que provocou uma ampliação do horário até segunda-feira.
O ultraconservador López Aliaga, ex-prefeito de Lima e admirador de Donald Trump, criticou o pleito e pediu às autoridades que declarem a nulidade da eleição após denunciar uma suposta fraude.
"Eu dou 24 horas para que declarem a nulidade absoluta desta fraude eleitoral", disse López Aliaga diante de centenas de apoiadores que se reuniram na terça-feira diante do principal tribunal eleitoral de Lima.
Uma missão de observadores da União Europeia informou que não encontrou elementos que sustentem uma "narrativa de fraude".
Y.Kapu--HStB